sábado, 26 de fevereiro de 2005

Por que nos perdemos depois de nos acharmos?

Recebi esse texto por mail e gostei...Acho q oq o autor quiz dizer(num tenho nem ideia de quem seja) é a mais pura verdadi... Qd a gente aprende a prestar atenção e cuidar do q a gente gosta, as coisas daum certo...
Bom , taí a minha opinião...


Hoje assisti um filme lindo, onde um escritor disse a seguinte frase: "O segredo da chave do coração de uma mulher está em dar presentes inesperados em momentos também inesperados"
Fiquei pensando nisso, e concluí: como alguém pode perder um grande amor, da mesma forma que facilmente o ganhou?
Quando se inicia uma relação, o ser humano dá o melhor de si mesmo; depois, não sei bem o porquê, ele estaciona, se acomoda e vai se esquecendo das palavras doces, dos carinhos inesperados, das surpresas gostosas... E deixa que a relação caia na mesmice, no lugar comum. Aquele mesmo lugar do qual ele queria fugir, do qual estava enjoado.
Coisa complicada o ser humano! Não me admira que tão poucos sejam vitoriosos no amor.
Há que se cuidar dele como se cuida de um bebê... com carinho de mãe, com zelo de médico, com eficiência de professor e assiduidade de bom aluno.
Exupéry é que estava certo... "É o tempo que perdemos com alguém, que torna esse alguém importante pra nossa vida!" Não se pode amar alguém, sem se "perder tempo" com ele.
Todos sonhamos com um amor, paixão, com um amor sentimento e com um amor amizade. Todos, sem exceção.
Mas só os privilegiados chegam lá. E não são privilegiados porque chegam, mas chegam porque são privilegiados. Enxergam com olhos que vêem pra dentro, além das aparências, além do visível! São os fortes os vencedores no amor!
Homens, são, como dizia alguém, seres estranhos; ouvem Chopin, recitam Tagore, encantam-se com as estrelas e depois... se matam!
Como pode o ser humano, ser tão tolo? Como pode deixar passar a chance de ser feliz no amor?
Tenho pra mim - e não é de hoje - que a vida só vale a pena ser vivida, se envolvida na vida de outra vida. Serei eu a única pessoa neste mundo a valorizar o amor?
Serei o único a enxergar que quase sempre jogamos pelo ralo um grande amor, por preguiça de lutar por ele?
Será que só eu, apenas eu, sei ver com os olhos do coração?
Fazer a música tocar até o fim, perder-se em alguém, sem perder-se de si mesmo. "How do you keep the music playing "canta Tony Bennet... coisa difícil aos comuns mortais, sempre tão ligados à matéria, aos deveres, sempre a olhar pra baixo em direção ao seu próprio umbigo... nunca sonhar com as estrelas, nunca olhar além do arco-íris.
"Over the rainbow"...é lá que se encontra o nirvana... e quantos chegam tão perto e o perdem, porque se detém em atalhos sem brilho próprio... ou com brilho enganoso!
Ah! as almas humanas... embranquecem e se deixam murchar.
Não vou aceitar viver uma vida sem sonhos.
Não vou aceitar, jamais, viver uma vida medíocre de mesmice e cotidianidade sem esperança.
Adoro o cotidiano, mas aquele cotidiano rico de alegrias, de sonhos, de tentativas, mesmo que nelas se quebre a cara.
Pior que não sofrer é ter um coração vazio, sem lugar pro inesperado, pra mágica das palavras, pros sentimentos densos, intensos, sem senso.

Não sofra, ame....

domingo, 20 de fevereiro de 2005

Soneto de devoção

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez... – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Vinícius de Morais

Gosto demais de Vinícius... um dos melhores poetas que já existiu e junto com Neruda, Pessoa e até Veríssimo; explicam boa parte do mistério que é o relacionamento humano e principalmente a alma feminina... a melhor coisa q existe nesse mundo!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Devaneios...

Tava pensandu aki, ouvindo VOID (inclusive, quem curte trance igual eu sabe como esses caras mandam bem) e viajandu numas idéias meiu locas q eu tenho de veiz em qd...
Sempre encarei a vida como um martírio com algumas fazes de alegria e felicidade. A maioria das pessoas "normais" discordam dessa minha idéia pessimista da vida, mais acho a melhor maneira de explicar como, em meiu a um mundo louco, violento e selvagem como esse nosso ainda encontramos sentimentos de altruísmo, decência, solidariedade, amizade, fidelidade e principalmente amor... Pra mim, é muita incoerência sentimentos como esse em meio a tanta desgraça, desgraça essa que envolve cada um de nós, impedindo portanto que alguem possa dizer que está imune a esse tipo de coisa... Devo ser meiu louco, mais eu sempre penso na quantidade de crianças abandonadas, sofrendo e morrendo nesse mundo... penso na violência, alias, até vivi issu qd fui assaltado e tive q entregar todo meu dinheiro a um adolescente que mantinha um revólver na minha nuca.. penso nessas guerras sem sentido, por pura ganância e isso é o que eu chamo de viver a vida com martírio. Uma vida que cada um de nós, bastando não ser muito alienado vivemos... Vivemos pensando nessas coisas e não é raro alguém tocar nesses assuntos q eu acabei de citar. Em meio a essa insanidade toda, q sempre existiu e sempre vai existir pelo menos enquanto os humanos dominarem esse mundo, existem os momentos de alegria que levam a maioria de nós a não deixar a essencia do amor morrer, uns dedicando suas vidas a ajudar outros, como as pessoas que conheci pois vou fazer um site pra eles que pertencem a uma missão q se dedica a adotar crianças abandonadas fazendo-as pertencerem a um lar... Fiquei realmente feliz e até, porque não dizer, emocionado quando vi que existem pessoas assim, que se dedicam a tentar fazer a vida de alguem menos miserável sem receber nada em troca por issu. Quer dizer, sem nada em troca não pq eu não tenho nem idéia da satisfação que deve ser receber o sorriso de uma criança sem perspectivas salva pela simples boa vontade da sua parte, ou acompanhar seu desenvolvimento...Issu não tem preço e realmente faz essa vida louca ter sentido. Exemplos como esse eu conheço vários, e se fosse citar todos esse post se tornaria um livro, mas oq eu quero tentar é responder a clássica pergunta: "Qual o sentido da vida?". Sei que não vou conseguir responder isso, mas pra mim, os poucos momentos de satisfação em ajudar alguem, a paixão homem-mulher, o sorriso de uma criança, a dedicação de um animal de estimação (meu cachorro eh o ser q mais gosta de mim nesse mundo...), os incríveis momentos de prazer proporcionados pela natureza (praia, cachoeiras, florestas e pôr-do-sol como essa foto q eu tirei) ou os esportes que fazem a gente se sentir vivo (paraquedismo, escalada, rafting) além da fé em Deus que a maioria tem, faz com que a vida valha a pena, e, na opinião desse carinha aqui q escreve tudo errado e tem umas idéias meiu loucas, é o que faz com que nós, os seres humanos, sejamos os únicos "animais" capazes de admirados atos de altruísmo, não deixando o verdadeiro e incondicional amor morrer...
Acho q já viajei dimais hj...Intaum, FALOWS!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

Vc sabe pra quem, vc sabe por que...

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra,
eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda

sábado, 12 de fevereiro de 2005

Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.



Pablo Neruda

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

The Butterfly Effect


Diazinho estranho esse...chuva, nostalgia, eu com o polegar arrebentado aki pq tirei um filé com uma faca qd quebrava castanha-do-para pra minha mãe fazer granola... tudo bem, eu sei q sou desastrado...quem mais cortaria o dedo quebrando castanha??? Ouvindo Moby-Extreme Ways (q música!) e pensando (prá variar...); pensando num dos melhores filmes q eu já assisti: The Butterfly Effect.
Fiquei pensando em como esse filme é verdadeiro na essência... Quantas vezes já ouvi e já falei: "se eu pudesse voltar no tempo faria diferente e mudaria issu que aconteceu...". Só que a gente nunca pensa que se pudéssemos voltar, provavelmente íamos piorar tudo... Nós e essa nossa mania de pensar que sempre podemos fazer melhor e esquecendo que sendo humanos, erramos cada vez mais e pior, e é por isso que eu dou graças a Deus porque ninguém tem e nem vai ter a capacidade de voltar no tempo, pq seria exatamente como o filme: ia dar tudo cada vez mais errado...
Bom, deixando um pouco de lado essa filosofia meio pessimista e pensando um pouco mais no filme, tirei uma lição muito boa do final, alias, tb aprendi issu lendo "A Arte da Guerra" de Sun Tzu.. lutar é muito importante, mais de vez em qd é melhor deixar o tempo lutar porque as vezes ele é um guerreiro mais eficiente, ou seja, em algumas circunstâncias o melhor a fazer é não fazer nada... esperar pra ver... como disse Sun Tzu: "Triunfam aqueles que: Sabem quando lutar e quando não."
Engraçado porque minhas duas maiores filosofias de vida sempre foram: "Se arrepender de ter feito mas nunca se arrepender de não ter tentado" e "O que não mata fortalece"; e agora eu aprendo que as vezes não fazer nada é melhor...meiu contraditório, mais a vida é assim mesmo... Vivendo e aprendendo como já dizia o ditado popular, nunca é tarde pra nos aperfeiçoarmos como pessoa, pra tentar melhorar oq somos, e aprender com os erros deveria ser, na minha opinião, a razão de errarmos... Então, pra encerrar esse post, deixo o começo de uma das minhas músicas preferidas:
Hoobastank - The Reason
"I'm not a perfect person
As many things I wish I didn't do
But I continue learning..."

domingo, 6 de fevereiro de 2005

Vermilion, Pt.2

Nem preciso falar nada...essa música diz tudaum..

She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
All the torment and the pain
Leaked through and cover me
I'd do anything to have her to myself
Just to have her for myself

Now I don't know what to do
I don't know what to do
when she makes me sad

She is everything to me
The unrequited dream
A song that no one sings
The unanttainable
She's a myth that I have to believe in
All I need to make it real is one more reason

I don't know what to do
I don't know what to do
when she makes me sad

But I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me

I catch in my throat
Choke, turn into pieces
I won't - No
I don't wanna be this

But I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me

She isn't real
I can make her real
She isn't real
I can make her real

Slipknot

sábado, 5 de fevereiro de 2005

Se eu pudesse...

Não to muito afim de escrever hj, intaum vou deixar uma poesia das que mais gosto.... especialmente o final dela...

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz,
É preciso ser de vez quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planíciesE que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

Fernando Pessoa

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

I'm sorry I can't be perfect....

You’re wrong if you think that I’ll be just like you.You thought you were there to guide me.You were only in my way.You’re wrong if you think that I’ll be just like you.