quarta-feira, 25 de maio de 2005

Julie... tudo q eu quiria!

"Ele estava reclinado num canto do sofá e ela estava sentada na beira a olhar para ele.
-Já matou alguém? - perguntou ela.
-Já.
-Em combate?
-Principalmente em combate, mas às vezes não.
-Quantas pessoas?
-Não sei. Nunca fiz a conta.
Ela saboreou a informação e disse:
-Sabe que jamais conheci um homem quem tivesse matado alguém?
-Talvez tenha conhecido sem saber - disse Cat.-Quem esteve numa guerra provavelmente matou alguém.
-Tem alguma cicatriz de ferimentos no corpo?
Era uma das perguntas habituais. Na verdade, Cat levava nas costas e no peito cerca de vinte marcas de balas, fragmentos de morteiros e estilhaços de granadas. Fez um sinal afirmativo.
-Várias.
-Mostre-me.
-Não.
-Vamos, mostre.
Julie se levantou e ele riu para ela.
-Mostrar-lhe-ei as minhas cicatrizes se você me mostrar as suas.
-Não tenho cicatrizes!-Disse Julie indignada.
-Prove- disse Cat e se voltou para colocar a xícara de café na mesa atrás do sofá. Ouviu um farfalhar de roupas. Quando se voltou, engasgou-se quase com o último gole de café. Julie tinha levado menos de um segundo para abrir o fecho do vestido em suas costas e deixar tudo cair numa poça de roupa amarfanhada em volta de seus tornozelos. Usava por baixo apenas as meias e uma fina corrente de ouro na cintura.
-Veja - disse ela suavemente - Não há marca de espécie alguma!
Tinha razão. O pequeno corpo adolescente e núbil era de uma alvura imaculada do chão até à cabeleira que lhe descia dos ombros e quase tocava a cintura.
-E eu pensei que você fosse apenas uma filhinha de papai - murmurou Cat.
-É o que todos pensam, especialmente papai - disse ela. -Agora, é a sua vez."

Frederick Forsyth - no livro Cães de Guerra (The Dogs of War)


Nossa, uma Julie assim era tudu q eu quiria! Pena q querer nem sempre eh poder... :o[

domingo, 22 de maio de 2005

Vazio...

Talvez seja a palavra q engloba o maior significado pra oq eu sinto algumas vezes. Acho que todas as pessoas atravessam altos e baixos na vida, so não sei se os baixos das outras pessoas são tao baixos qt eu sinto. A questão é: oq fazer qd vc se sente tão inútil e qd nada oq se faça muda isso? Qd vc está tão desanimado q sente como se estivesse passando desapercebido pelo mundo? Oq fazer qd vc não tem a mínima idéia do que deve fazer?
Nessas horas, eu prefiro esperar o tempo passar e resolver provisoriamente o problema como sempre, mas isso vai ficando insuportável e chega uma hora q alguma coisa deve ser feita e mesmo sem saber oq fazer, eu começo a tentar...e com tentativa e erro vou descobrindo alguma coisa q faça algum sentido.
Talvez seja besteira ficar pensando em como estou passando pela vida, mesmo pq logo ela acaba e aparentemente não faz nenhuma diferença oq quer q façamos, já que o fim é igual pra todos, pelo menos nessa vida. Não quero polemicas a respeito da vida depois dessa, mesmo pq cada um acredita no que quer. Oq eu gostaria, digamos, de desabafar aqui tendo em vista o fato de que uma discussão seria meiu impossível, é oq devemos fazer qd sentimos q nada faz sentido...
Fico observando que cada pessoa reage de uma maneira diferente a esse sentimento. Talvez eu não tenha sido muito claro ao explicar, mas vejo esse sentimento tomar conta de pratimente todas as pessoas, por pelo menos uma vez na vida. Alguns se sentem assim qd perdem um grande amor, outros diante da morte de alguem querido, outros ainda apenas em um desespero momentâneo; e, posso não ser psicologo e nao entender nada disso, mas por experiencias acho q o inicio da depressao eh com um vazio q não foi devidamente, digamos, preenchido. Acho engraçado como as pessoas lidam com sentimentos assim. Algumas mergulham no trabalho pra q não tenham mais tempo com sentimentos e pensamentos, outras se apegam a alguém com unhas, garras e dentes e outras ainda fogem pra bem longe e há aquelas que se agarram a alguma religião. Oq há em comum entre as reações? Talvez o fato de que todas tentam trocar o vazio por outras coisas. Estranho? Nem tanto. Se levarmos em conta que ninguém sabe ao certo contra oq deve lutar, substituir talvez seja a maneira mais sensata de combater essa sensação. Oq eu pude observar, é que nada resolve permanente nenhum problema. Nada mais óbvio talvez, principalmente qd pensamos q poucas coisas são imutáveis e que a maior parte das coisas acontecem em fases, transformando-se e mudando sempre. Acho q a teoria da relatividade pode ser aplicada em praticamente todas as áreas da vida e talvez o maior erro q podemos cometer é sermos radicais, no sentido de perder o equilíbrio. Oq quero dizer, é que sempre q me dedico demais a alguma coisa, outras vão, consequentemente, ficar sem dedicação da minha parte e isso afeta o delicado equilibrio q torna a vida mais suportavel. Acho q mais importante do que conseguir, é tentar. Talvez o importante realmente nessa vida é continuar sempre, não importando o quão dificil issu seja. Você nunca vai saber quando vai ser seu próximo tombo, mas sabendo levantar, o tombo não vai ser tão grande coisa. Moral dessa baboseira toda: Se a vida é complicada, simplifique... se é ruim, mude...
Bom, minhas palavras não precisam ser levadas tão a sério.São só pensamentos, idéias e sentimentos de um cara q tenta sempre e q não desiste apesar de quase nunca conseguir. Um cara q só não perdeu o bom-humor e a fé, ainda... Um cara q acaba descobrindo muitas coisas boas e ruins nessa vida, mas precisa, de vez em qd, escrever pra organizar as idéias e que tem esperança de que suas experiencias talvez ajudem alguem. Um cara “bonzinho” e q geralmente se ferra por causa disso, mas acha esse jeitu bonzinho de ser uma das únicas coisas realmente boas que restaram e por isso não quer perder isso de jeito nenhum.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Morte...

Esta semana a tia de um colega morreu e eu fui no velório. Nem preciso dizer o qt eu odeio enterros, principalmente pq eu fico me imaginando no lugar de quem perdeu alguem... oq estaria sentindo? Acabo sofrendo não por mim, mas pelos outros, pra variar...
Enfim, tirando sentimentos e tudo mais, enquanto falavam da pessoa maravilhosa que ela foi, nas coisas que ela fazia, oq alias, eram incriveis pela quantidade de pessoas q ela ajudava, direta ou indiretamente...fikei pensando, como sempre...
Estava pensando q se eu morresse hj, oq falariam ou principalmente pensariam de mim? Não ligo a mínima pras coisas materias q realizei ou consegui, e comecei a ficar preucupado, tentando imaginar oq de bom eu ja fiz pra alguém q possa ser lembrado... E confesso q tava dificil!
Depois de algum tempo pensando, cheguei a conclusão que se eu quisesse ser lembrado por alguma boa atitude, assim como aquela senhora q me causou tanto orgulho pela pessoa que era, era melhor eu começar a me mecher... Não adianta nada pensar sem agir...
Concluindo, se antes eu jah andava sumido pelas ocupaçoes normais q eu acabei arrumando com esse emprego novo, agora muito mais pelas extras...Nunca é tarde pra gente começar a fazer o bem, e quando eu não estiver mais ocupado comigo mesmo, vou estar ocupado com outras pessoas de agora em diante...
Fui!

domingo, 8 de maio de 2005

!

Correria aki!
Graças a Deus ando ocupadaum, sem tempu di nada... tem o lado bom, assim eu num fico perdenu tempu pensanu bobera, mais tem o lado ruim tb, pq ae num tenhu tempu di mais nada... nem atualiza issu aki....
Recebi um texto aki por mail, de Alessandro Eloy Braga, Professor de Literatura e Escritor de Brasília-DF. Achei muitu interessante intaum vou postar. Soh quero dizer q apesar de concordar com o desabafo do Professor, eu ainda amo esse País e ainda acredito nele apesar de tudu... Apesar de toda a palhaçada, não gostaria de ter nascido em nenhum outro lugar... e ainda acho q a gente podia mudar muita coisa se tentasse...

Em resposta às afirmações do Presidente de que somos um povo acomodado:

Sim, Excelentíssimo Senhor Presidente da República, somos acomodados.
Somos acomodados porque aceitamos receber um salário mínimo de R$ 300,00 reais, enquanto os franceses recebem um de R$ 4.000,00. Somos acomodados porque aceitamos pagar juros e encargos contratuais a cartões de crédito e bancos que ultrapassam os 12% ao mês e porque aceitamos que a Caderneta de Poupança renda apenas 0,5%.
Somos acomodados porque aceitamos que o Governo passe a cobrar novamente contribuição social dos aposentados. Somos acomodados porque permitimos que nossos idosos passem mais de 10 horas em uma fila para receber ou dar entrada em sua aposentadoria. Somos acomodados porque aceitamos que o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumente todos os meses a taxa básica de juros e que isso provoque um efeito cascata na economia que nos faz pagar os juros mais altos do mundo em todos os setores do mercado.
Somos acomodados porque aceitamos pagar mais de 40% do valor de tudo o que compramos em impostos e impostos e impostos e impostos e impostos...
Somos acomodados porque aceitamos pagar em impostos retidos na fonte o equivalente a três meses de trabalho. Somos acomodados porque aceitamos transitar em rodovias e avenidas deterioradas e que danificam nossos carros e que provocam tantos acidentes e que matam tantas pessoas, enquanto não sabemos exatamente para onde vão as verbas arrecadadas com a enorme quantia que pagamos em impostos, como o IPVA, CPMF e aqueles cobrados sobre o preço dos combustíveis.
Somos acomodados porque aceitamos colocar nossos filhos em escolas públicas deterioradas, sem segurança, com profissionais desanimados e insatisfeitos, com professores que são vistos como os profissionais mais desclassificados da sociedade e que ganham salários que não são suficientes nem para preencher o vazio da barriga, quem diria se alimentar de cultura. Ou como disse o outro Presidente que o antecedeu: que os professores são apenas pessoas que não conseguiram ser outra coisa melhor na vida, são derrotados.
Somos acomodados porque permitidos tantas diferenças sociais e que tantos passem fome e vivam abaixo da linha da miséria, porque é evidente que somos nós que fazemos essa distribuição desigual da renda. Somos acomodados porque permitimos que os madeireiros destruam a selva amazônica e que os norte-americanos e europeus e japoneses roubem nossa biodiversidade e depois a vendam a nós por preços altíssimos.
Somos acomodados porque ainda comparecemos às urnas de dois em dois anos para escolhermos pessoas que não representam o povo, mas que representam apenas seus próprios interesses. Somos acomodados porque ainda não revolvemos, todos nós eleitores, anular nossos votos e mostrar nossa descrença em governos como o seu. Somos acomodados porque aceitamos que estes "representantes do povo" façam leis que não beneficiam em nada ou muito pouco o povo ou que aumentem, quando bem entendem, os seus próprios salários, que já passam de R$ 35.000,00, somadas todas as regalias parlamentares.
Somos acomodados porque permitimos as altas taxas de desemprego. Somos acomodados por vivemos em um país em que, para se comprar uma simples geladeira, é preciso dividir seu preço em 24 vezes, com juros falsos de 1% ao mês, quando deveríamos ser capazes de comprá-la à vista. Somos acomodados porque permitimos o aumento das tarifas básicas de água, luz e telefone e dos combustíveis, valores que representam as maiores contribuições para o aumento da inflação e que são, em sua maioria, autorizados por esse mesmo Governo que chama seu povo de acomodado.
Sim, somos acomodados porque permitimos que nossa segurança pública seja tão precária. Somos acomodados porque permitimos que os bandidos (traficantes, ladrões, seqüestradores, parlamentares, prefeitos, governadores, ministros e presidentes, entre outros) tomem conta de nossa sociedade e façam desse povo uma simples massa de manobra.
Sim, somos acomodados porque acreditamos que um operário, um homem saído do sofrimento mais rude da seca, um sindicalista, um ex-comunista, um nacionalista fosse fazer algo de significativo pelo país, provocar mudanças profundas nas estruturas políticas, econômicas e sociais e por isso fomos acomodados e votamos em Vossa Excelência, e acreditamos em Vossa Excelência.
Sim, Senhor Presidente, somos acomodados porque somos nós que não oferecemos uma educação de qualidade, capaz de formar cidadãos críticos, lutadores e não acomodados. Sim, Senhor Presidente, somos acomodados porque aceitamos que o Senhor vá à televisão e diga palavras tão vis e hipócritas a esse povo que é tão acomodado por não acreditar mais que seja possível mudar algo nesse país de pouquíssimos escolhidos e de muitos apartados.
Somos acomodados porque ainda conseguimos sobreviver nesse Brasil que nem é o nosso.