"Ele estava reclinado num canto do sofá e ela estava sentada na beira a olhar para ele.
-Já matou alguém? - perguntou ela.
-Já.
-Em combate?
-Principalmente em combate, mas às vezes não.
-Quantas pessoas?
-Não sei. Nunca fiz a conta.
Ela saboreou a informação e disse:
-Sabe que jamais conheci um homem quem tivesse matado alguém?
-Talvez tenha conhecido sem saber - disse Cat.-Quem esteve numa guerra provavelmente matou alguém.
-Tem alguma cicatriz de ferimentos no corpo?
Era uma das perguntas habituais. Na verdade, Cat levava nas costas e no peito cerca de vinte marcas de balas, fragmentos de morteiros e estilhaços de granadas. Fez um sinal afirmativo.
-Várias.
-Mostre-me.
-Não.
-Vamos, mostre.
Julie se levantou e ele riu para ela.
-Mostrar-lhe-ei as minhas cicatrizes se você me mostrar as suas.
-Não tenho cicatrizes!-Disse Julie indignada.
-Prove- disse Cat e se voltou para colocar a xícara de café na mesa atrás do sofá. Ouviu um farfalhar de roupas. Quando se voltou, engasgou-se quase com o último gole de café. Julie tinha levado menos de um segundo para abrir o fecho do vestido em suas costas e deixar tudo cair numa poça de roupa amarfanhada em volta de seus tornozelos. Usava por baixo apenas as meias e uma fina corrente de ouro na cintura.
-Veja - disse ela suavemente - Não há marca de espécie alguma!
Tinha razão. O pequeno corpo adolescente e núbil era de uma alvura imaculada do chão até à cabeleira que lhe descia dos ombros e quase tocava a cintura.
-E eu pensei que você fosse apenas uma filhinha de papai - murmurou Cat.
-É o que todos pensam, especialmente papai - disse ela. -Agora, é a sua vez."
Frederick Forsyth - no livro Cães de Guerra (The Dogs of War)
Nossa, uma Julie assim era tudu q eu quiria! Pena q querer nem sempre eh poder... :o[
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Um comentário:
safado... :P
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